Acesse o link abaixo. Faça as atividades e confira o gabarito com a professora Joana. Esta arte você pode fazer!!
http://www.historiadaarte.com.br
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
MAIS DIREITOS!!!
Conheça o site abaixo. Atualize-se sobre os temas ligados à cidadania. Elabore um texto crítico sobre os temas apresentados, respeitando às características do ENEM .
http://www.guiadedireitos.org/
http://www.guiadedireitos.org/
DIREITOS DO CIDADÃO - MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Direitos do Cidadão
Uma das missões do MPF é garantir o respeito aos direitos humanos por parte dos prestadores de serviços públicos e pelos órgãos do Poder Público. Por intermédio dosprocuradores e procuradoras dos Direitos do Cidadão, o MPF trabalha pela construção de uma sociedade inclusiva e justa em questões como:
- acesso à justiça;
- alimentação adequada;
- comunicação social;
- direito à habitação;
- direito à informação;
- direito do idoso;
- direitos sexuais e reprodutivos;
- educação, enfrentamento das várias formas de discriminação;
- liberdade de expressão;
- saúde, previdência e assistência social;
- segurança pública e sistema prisional.
A instituição também desenvolve campanhas e interage com os ministérios públicos dos estados e com representantes da sociedade para aprimorar o cumprimento dos direitos docidadão em diversos temas, entre os quais se destacam:
- trabalho escravo e infantil;
- exploração sexual de crianças e adolescentes;
- discriminação e violência contra mulheres e homossexuais;
- direitos das pessoas com deficiência e dos idosos;
- direitos dos detentos;
- direitos das vítimas de abuso de autoridade, de erro médico e de erro judiciário.
O NASCIMENTO DO CIDADÃO.
O Nascimento de um Cidadão
Moacyr Scliar
Para renascer, e às vezes para nascer, é preciso morrer, e ele começou morrendo. Foi uma morte até certo ponto anunciada, precedida de uma lenta e ignominiosa agonia. Que teve início numa sexta-feira. O patrão chamou-o e disse, num tom quase casual, que ele estava despedido: contenção de custos, você sabe como é, a situação não está boa, tenho que dispensar gente.
Por mais que esperasse esse anúncio, que na verdade até tardara um pouco, muitos outros já haviam sido postos na rua – foi um choque. Afinal, fazia cinco anos que trabalhava na empresa. Um cargo modesto, de empacotador, mas ele nunca pretendera mais: afinal, mal sabia ler e escrever. O salário não era grande coisa, mas permitira-lhe, com muito esforço, sustentar a família, esposa e dois filhos pequenos. Mas já não tinha salário, não tinha emprego – não tinha nada.
Passou no departamento de pessoal, assinou os papéis que lhe apresentaram, recebeu seu derradeiro pagamento, e, de repente, estava na rua. Uma rua movimentada, cheia de gente apressada. Gente que vinha de lugares e que ia para outros lugares. Gente que sabia o que fazer.
Ele, não. Ele não sabia o que fazer. Habitualmente iria para casa, contente com a perspectiva do fim de semana, o passeio no parque com os filhos, a conversa com os amigos. Agora, a situação era outra. Como poderia chegar em casa e contar à mulher que estava desempregado? À mulher, que se sacrificava tanto, que fazia das tripas coração para manter a casa funcionando? Para criar coragem, entrou num bar, pediu um martelo de cachaça, depois outro e mais outro. A bebida não o reconfortava; ao contrário, sentia-se cada vez pior. Sem alternativa, tomou o ônibus para o humilde bairro em que morava.
A reação da mulher foi ainda pior do que ele esperava. Transtornada; torcia as mãos e gritava angustiada, o que é que vamos fazer, o que é que vamos fazer. Ele tentou encorajá-la, disse que de imediato procuraria emprego. De imediato significava, naturalmente, segunda-feira; mas antes disto havia o sábado e o domingo, muitas horas penosas que ele teria de suportar. E só havia um jeito de fazê-lo: bebendo. Passou o fim de semana embriagado. Embriagado e brigando coma mulher.
Quando, na segunda-feira, saiu de casa para procurar trabalho, sentia-se de antemão derrotado. Foi a outras empresas, procurou conhecidos, esteve no sindicato; como antecipara, as repostas eram negativas. Terça foi a mesma coisa, quarta também, e quinta, e sexta. O dinheiro esgotava-se rapidamente, tanto mais que o filho menor, de um ano e meio, estava doente e precisava ser medicado. E assim chegou o fim de semana. Na sexta à noite ele tomou uma decisão: não voltaria para casa.
Não tinha como fazê-lo. Não poderia ver os filhos chorando, a mulher a mirá-lo com ar acusador. Ficou no bar até que o dono o expulsou, e depois saiu a caminhar, cambaleante. Era muito tarde, mas ele não estava sozinho. Nas ruas havia muitos como ele, gente que não tinha onde morar, ou que não queria um lugar para morar. Havia um grupo deitado sob uma marquise, homens, mulheres e crianças. Perguntou se podia ficar com eles. Ninguém lhe respondeu e ele tomou o silêncio como concordância. Passou a noite ali, dormindo sobre jornais. Um sono inquieto, cheio de pesadelos. De qualquer modo, clareou o dia e quando isto aconteceu ele sentiu um inexplicável alívio: era como se tivesse ultrapassado uma barreira, como se tivesse se livrado de um peso. Como se tivesse morrido? Sim, como se tivesse morrido. Morrer não lhe parecia tão ruim, muitas vezes pensara em imitar o gesto do pai que, ele ainda criança, se atirara sob um trem. Muitas vezes pensava nesse homem, com quem nunca tivera muito contato e imaginava-o sempre sorrindo 9coisa que em realidade raramente acontecia) e feliz. Se ele próprio não se matara, fora por causa da família; agora, que a família era coisa do passado, nada mais o prendia à vida.
Mas também nada o empurrava para a morte. Porque, num certo sentido, era um morto-vivo. Não tinha passado e também não tinha futuro. O futuro era uma incógnita que não se preocupava em desvendar. Se aparecesse comida, comeria; se aparecesse bebida, beberia (e bebida nunca faltava; comprava-a com esmolas. Quando não tinha dinheiro sempre havia alguém para alcançar-lhe a garrafa). Quanto ao passado, começava a sumir na espessa névoa de um olvido que o surpreendia – com esqueço rápido as coisas, meu Deus – mas que não recusava; ao contrário, recebia-o como uma bênção. Como uma absolvição. A primeira coisa que esqueceu foi o rosto do filho maior, garoto chato, sempre a reclamar, sempre a pedir coisas. Depois, foi o filho mais novo, que também chorava muito, mas não pedia nada – ainda não falava. Por último, foi-se a face devastada da mulher, aquela face que um dia ele achara bela, que lhe aquecera o coração. Junto com os rosto, foram os nomes. Não lembrava mais como se chamavam.
E aí começou a esquecer coisas a respeito de si próprio. A empresa em que trabalhara. O endereço da casa onde morara. A sua idade – para que precisava saber a idade? Por fim, esqueceu o próprio nome.
Aquilo foi mais difícil. É verdade que, havia muito tempo, ninguém lhe chamava pelo nome. Vagando de um lado para outro, de bairro em bairro, de cidade em cidade, todos lhe eram desconhecidos e ninguém exigia apresentação. Mesmo assim foi com certa inquietação que pela primeira vez se perguntou: como é mesmo o meu nome? Tentou, por algum tempo se lembrar. Era um nome comum, sem nenhuma peculiaridade, algo como José da Silva (mas não era José da Silva); mas isto, ao invés de facilitar, só lhe dificultava a tarefa. Em algum momento tivera uma carteira de identidade que sempre carregara consigo; mas perdera esse documento. Não se preocupara – não lhe fazia falta. Agora esquecia o nome... Ficou aborrecido, mas não por muito tempo. É alguma doença, concluiu, e esta explicação o absolvia: um doente não é obrigado a lembrar nada.
De qualquer modo, aquilo mexeu com ele. Pela primeira vez em muito tempo – quanto tempo? Meses, anos? – decidiu fazer alguma coisa. Resolveu tomar um banho. O que não era habitual em sua vida, pelo contrário: já não sabia mais a quanto tempo não se lavava. A sujeira formava nele uma crosta – que de certo modo o protegia. Agora, porém, trataria de lavar-se, de aparecer como fora no passado.
Conhecia um lugar, um abrigo mantido por uma ordem religiosa. Foi recebido por um silencioso padre, que lhe deu uma toalha, um pedaço de sabão e o conduziu até o chuveiro. Ali ficou, muito tempo, olhando a água que corria para o ralo – escura no início, depois mais clara. Fez a barba, também. E um empregado lhe cortou o cabelo, que lhe chegara aos ombros. Enrolado na toalha, foi buscar as roupas. Surpresa:
- Joguei fora – disse o padre. – Fediam demais.
Antes que ele pudesse protestar, o padre entregou-lhe um pacote:
- Tome. É uma roupa decente.
Ele entrou no vestiário. O pacote continha cuecas, camisa, uma calça, meias, sapatos. Tudo usado, mas em bom estado. Limpo. Ele vestiu-se, olhou no espelho. E ficou encantado: não reconhecia o homem que via ali. Ao sair, o padre, de trás de um balcão, interpelou-o:
- Como é mesmo o seu nome?
Ele não teve coragem de confessar que esquecera como se chamava.
- José da Silva.
O padre lançou-lhe um olhar penetrante – provavelmente todos ali eram José da Silva – mas não disse nada. Limitou-se a fazer uma notação num grande caderno.
Ele saiu. E sentia-se outro. Sentia-se como que – embriagado? – sim, como que embriagado. Mas embriagado pelo céu, pela luz do sol, pelas árvores, pela multiradão que enchia as ruas. Tão arrebatado estava que, ao atravessar a avenida, não viu o ônibus. O choque, tremendo, jogou-o à distância. Ali ficou, imóvel, caído sobre o asfalto, as pessoas rodeando-o. Curiosamente, não tinha dor; ao contrário, sentia-se leve, quase que como flutuando. Deve ser o banho, pensou.
Alguém se inclinou sobre ele, um policial. Que lhe perguntou:
- Como é que está, cidadão? Dá para agüentar, cidadão?
Isso ele não sabia. Nem tinha importância. Agora sabia quem era. Era um cidadão. Não tinha nome, mas tinha um título: cidadão. Ser cidadão era, para ele, o começo de tudo. Ou o fim de tudo. Seus olhos se fecharam. Mas seu rosto se abriu num sorriso. O último sorriso do cidadão.
THE BOOK IS ON THE TABLE...
O inglês, a leitura e o vestibular
Contexto é um grande aliado para entender inglês
Celina Bruniera*
Além daquela manjada frase "the book is on the table", você talvez já tenha ouvido falar que - para aprender uma língua estrangeira - é preciso esquecer o que sabemos sobre a língua portuguesa. Também se costuma dizer que - antes de uma pessoa ler um texto em inglês - é preciso aprender uma série de palavras, expressões, tempos verbais e estruturas sintáticas.
Pois bem, você não vai encontrar aqui nada parecido com isso. Para você ampliar seu conhecimento da língua inglesa, vamos propor exatamente o oposto: que você - antes de se expor ao inglês oralmente ou de forma escrita - use todo o seu conhecimento prévio. A lingüística - uma área do saber que estuda a linguagem - já provou que usarmos o que já sabemos sobre a comunicação é fundamental para aprendermos uma língua estrangeira ou para usarmos a nossa de modo mais adequado. Além daquela manjada frase "the book is on the table", você talvez já tenha ouvido falar que - para aprender uma língua estrangeira - é preciso esquecer o que sabemos sobre a língua portuguesa. Também se costuma dizer que - antes de uma pessoa ler um texto em inglês - é preciso aprender uma série de palavras, expressões, tempos verbais e estruturas sintáticas.
Imagine uma situação que, com certeza, todos nós já vivenciamos. Quando temos de falar pela primeira vez com alguém que, até então, não conhecíamos, por exemplo. Antes de irmos ao seu encontro (na escola, no trabalho, na casa de um colega, numa festa, etc.) ficamos pensando sobre como essa pessoa pode ser. Aquilo que passa em nossa cabeça nesse momento é fruto de nossas experiências anteriores, de uma série de outras situações semelhantes que vivenciamos com outras pessoas que conhecemos, em outros lugares e ocasiões. Essas situações - vivenciadas ao longo de nossa vida - nos orientam nessa nova interação.
Experiências anteriores
Assim, a pessoa que imaginamos encontrar, o modo de nos dirigir a ela, os assuntos que abordaremos e como faremos isso são determinados por nossas experiências anteriores, bem como pelo contexto que envolve esse encontro.
Da mesma forma, quando nos deparamos com um texto, procuramos estabelecer relações entre ele e outros textos lidos ao longo de nossa vida. Tentamos nos aproximar do tema que o texto aborda a partir de hipóteses que levantamos acerca do título, da macroestrutura do texto, dos seus aspectos gráficos, do portador (onde o texto é veiculado, ou seja, Internet, jornal, "outdoor", rótulo, livro de receitas, etc.), do que conhecemos a respeito do autor e de sua obra e do gênero textual em que foi escrito. Além disso, procuramos situá-lo num contexto social, histórico e literário entre outros.
Esses procedimentos, embora simples, são ainda mais fundamentais quando aprendemos inglês, na medida em que o nosso conhecimento da língua estrangeira é bastante restrito e pode ser ampliado se usarmos o repertório que temos sobre o assunto em questão, sobre a língua portuguesa e sobre os gêneros textuais. Vejamos um exemplo que pode tornar essa idéia mais clara.
Alguém lhe pede para ler o aviso.
engaged |
Provavelmente, você terá dificuldade para entender o que isso significa. No entanto, se lhe disserem que esse aviso é encontrado na fechadura da porta de um banheiro público, você já terá mais um elemento para se aproximar de seu sentido. Se lhe disserem, ainda, que - ao girar a fechadura da porta - a palavra engaged desaparece e, em seu lugar, surge o vocábulo vacant, será mais fácil concluir que vacant significa "vago", "livre", e engaged é "ocupado".
Conhecimento prévio
Observe que para você compreender o sentido dessas palavras neste caso, seu conhecimento prévio foi fundamental. E você só pôde ativá-lo porque recebeu informações precisas sobre o portador do texto. A partir dessa situação, o conceito de leitura fica mais evidente, ou seja, notamos que ler um texto não se resume à decodificação simplesmente, mas requer que atribuamos sentido a ele. E, assim, também é possível perceber que uma única palavra pode figurar como um texto quando devidamente contextualizada.
Tomar consciência e fazer uso desses procedimentos consiste numa estratégia importante para a realização dos exames vestibulares. As provas que avaliam o conhecimento que o aluno tem do inglês são, em geral, elaboradas a partir de textos ou trechos de textos.
Domínio da leitura é cada vez mais exigido nos exames
As provas de língua inglesa dos exames vestibulares têm exigido do aluno cada vez mais o domínio da leitura. Os textos apresentados são dos mais variados gêneros e temas, sendo que alguns deles contam com um vocabulário complexo. Há, no entanto, alguns procedimentos que podem ajudar o aluno a ser bem sucedido no exame.
Já falamos do quanto é importante, antes de iniciar a leitura do texto propriamente, levantar hipóteses sobre o conteúdo do mesmo e levantar o conhecimento prévio sobre o gênero textual em questão. São duas estratégias que contribuem de forma significativa para que o aluno tome conhecimento, mesmo que ainda superficialmente, do que lhe espera.
Leitura das questões
Além disso, depois dessa leitura mais superficial, vale a pena ler as questões propostas pelo examinador. Esse procedimento faz com que o aluno saiba orientar a leitura do texto para os aspectos da avaliação que realmente interessam. Como nos exames vestibulares o aluno não conta com muito tempo para a realização da prova, é fundamental racionalizar o uso do tempo.
Selecionamos para exemplificar o que dizemos um dos textos de uma das provas de inglês do vestibular da FUVEST. Sobre esse texto foram elaboradas oito questões, mas discutiremos apenas duas delas. Você encontra as outras questões em anexo.
Antes de iniciar uma leitura mais detalhada, observe que o texto de Clives Davis foi publicado no jornal "The Sunday Times". Essa informação, localizada no final do texto, pode nos dar uma idéia do gênero textual em questão.
Atenção aos detalhes
O título também pode ajudar. "Various artists" vem seguido de alguns dados importantes e fáceis de identificar: a palavra song (música) diante da palavra Brasil (destaque para Brasil com "s"), a palavra CD e um preço em libras, moeda britânica. Podemos levantar a hipótese de que se trata de um breve comentário sobre um CD de música brasileira.
Agora, vamos proceder a leitura das duas primeiras questões. Na questão de número um o aluno deve apenas escolher a alternativa em que há uma interrogativa possível para "The spirit lives on". Há uma dupla exigência: o aluno deve ter entendido o enunciado e deve saber como elaborar interrogativas em inglês.
Segunda leitura
A segunda questão, embora pareça genérica porque tem como enunciado "de acordo com o texto", tematiza o problema da influência estrangeira na música brasileira.
Feita essa análise mais superficial, podemos fazer uma leitura detalhada do texto tendo como orientação os aspectos levantados. Vale lembrar que é fundamental ler o texto a partir do que se sabe, portanto tentando construir o sentido do mesmo a partir das palavras conhecidas.
FUVEST - VARIOUS ARTISTS
Brasil: A Century of Song
Blue Jacket CD 5001/4-2, £ 44.49
The spirit lives on.
Whether or notBrazil can hold out against the steady march of MTV and the multinational McDonaldisation of pop music, the legacy surveyed in this four-volume potpourri is reassuringly luxuriant and multifaceted. First impressions are not entirely encouraging, since several important figures are missing from the play list: although Milton Nascimento contributes two numbers to the final disc, devoted to contemporary strands of that amorphous entity, MPB _ Musica Popular Brasileira _ you will look in vain for Gilberto Gil, Caetano Veloso or Elis Regina. But Joao Gilberto, Gal Costa and the guitarist Baden Powell, among many others, do make an appearance elsewhere. Carnival, understandably, gets a whole disc to itself. The section on folk and traditional forms even throws in a field recording of a candomble religious rite, preceded by an overdue reminder that Carmen Miranda amounted to more than a model for gaudy headwear.
Clives Davis
[The Sunday Times]
1. Choose the question for the statement: "The spirit lives on."
a. Where does the spirit live ?
b. What does the spirit live on ?
c. Which lives on ?
d. Who lives on the spirit ?
e. What lives on ?
2. According to the passage,
a. Brazilian music has lost its identity.
b. Brazilian pop music is being jeopardized by foreign influences.
c. MPB's attempts to resist the invasion of American music have been in vain.
d.Brazil will hardly resist the invasion of foreign music.
e. There has been a steady stream of programmes about MPB on MTV.
Espírito da MPB
Você, muito provavelmente, encontrou dificuldades para ler o texto. No entanto, voltaremos às questões e nos concentraremos naquilo que é mais importante para darmos conta da prova.
Para responder a questão de número um, você precisa saber que o texto ao dizer "The spirit lives on" ressalta a permanência do "espírito" da música brasileira nos quatro volumes da coleção de CDs. Pois bem, a única interrogativa possível para essa afirmação é "What lives on?", a alternativa "e". Isso porque não há alusão a "onde" (where), nem a "quem" (who), exigências das letras "a" e "d".
A questão com "which", proposta na letra "c", requer a presença do referente. Por exemplo: Which car do you like most? E a questão "b" não faz sentido. A tradução ao pé da letra seria "o que o espírito permanece, vive?"
A alternativa "e" teria como resposta "The spirit does.", ou seja, "o espírito permanece, vive".
Primeira responde a segunda
A questão de número um já nos ajuda a responder a segunda. Isso porque se o espírito da música brasileira permanece na coletânea, não podemos dizer que "a música brasileira perdeu sua identidade (alternativa a), nem que a resistência da invasão da música americana na MPB foi em vão (alternativa c) e, ainda, que o Brasil dificilmente resistirá à invasão da música estrangeira (alternativa d).
A alternativa "e" não faz sentido porque afirma que há programas sobre MPB na MTV. O texto não aborda essa questão. Ficamos, então, com a alternativa "b" em que se diz que "a música popular brasileira está ameaçada pelas influências estrangeiras." O texto se refere a isso quando parte do condicional "whether or not Brazil can hold out against the steady march of MTV and the multinacional McDonaldisation of pop music...", ou seja, "se o Brasil pode ou não se segurar em relação à constante marcha da MTV e ao processo de McDonaldização da música popular" o que dá margem à interpretação de que a música brasileira está ameaçada por influências estrangeiras.
Observe que sem ter lido as questões antes de iniciarmos uma leitura mais detalhada do texto, teríamos demorado muito mais tempo para resolver essas questões.
Já falamos do quanto é importante, antes de iniciar a leitura do texto propriamente, levantar hipóteses sobre o conteúdo do mesmo e levantar o conhecimento prévio sobre o gênero textual em questão. São duas estratégias que contribuem de forma significativa para que o aluno tome conhecimento, mesmo que ainda superficialmente, do que lhe espera.
Leitura das questões
Além disso, depois dessa leitura mais superficial, vale a pena ler as questões propostas pelo examinador. Esse procedimento faz com que o aluno saiba orientar a leitura do texto para os aspectos da avaliação que realmente interessam. Como nos exames vestibulares o aluno não conta com muito tempo para a realização da prova, é fundamental racionalizar o uso do tempo.
Selecionamos para exemplificar o que dizemos um dos textos de uma das provas de inglês do vestibular da FUVEST. Sobre esse texto foram elaboradas oito questões, mas discutiremos apenas duas delas. Você encontra as outras questões em anexo.
Antes de iniciar uma leitura mais detalhada, observe que o texto de Clives Davis foi publicado no jornal "The Sunday Times". Essa informação, localizada no final do texto, pode nos dar uma idéia do gênero textual em questão.
Atenção aos detalhes
O título também pode ajudar. "Various artists" vem seguido de alguns dados importantes e fáceis de identificar: a palavra song (música) diante da palavra Brasil (destaque para Brasil com "s"), a palavra CD e um preço em libras, moeda britânica. Podemos levantar a hipótese de que se trata de um breve comentário sobre um CD de música brasileira.
Agora, vamos proceder a leitura das duas primeiras questões. Na questão de número um o aluno deve apenas escolher a alternativa em que há uma interrogativa possível para "The spirit lives on". Há uma dupla exigência: o aluno deve ter entendido o enunciado e deve saber como elaborar interrogativas em inglês.
Segunda leitura
A segunda questão, embora pareça genérica porque tem como enunciado "de acordo com o texto", tematiza o problema da influência estrangeira na música brasileira.
Feita essa análise mais superficial, podemos fazer uma leitura detalhada do texto tendo como orientação os aspectos levantados. Vale lembrar que é fundamental ler o texto a partir do que se sabe, portanto tentando construir o sentido do mesmo a partir das palavras conhecidas.
FUVEST - VARIOUS ARTISTS
Brasil: A Century of Song
Blue Jacket CD 5001/4-2, £ 44.49
The spirit lives on.
Whether or not
Clives Davis
[The Sunday Times]
1. Choose the question for the statement: "The spirit lives on."
a. Where does the spirit live ?
b. What does the spirit live on ?
c. Which lives on ?
d. Who lives on the spirit ?
e. What lives on ?
2. According to the passage,
a. Brazilian music has lost its identity.
b. Brazilian pop music is being jeopardized by foreign influences.
c. MPB's attempts to resist the invasion of American music have been in vain.
d.
e. There has been a steady stream of programmes about MPB on MTV.
Espírito da MPB
Você, muito provavelmente, encontrou dificuldades para ler o texto. No entanto, voltaremos às questões e nos concentraremos naquilo que é mais importante para darmos conta da prova.
Para responder a questão de número um, você precisa saber que o texto ao dizer "The spirit lives on" ressalta a permanência do "espírito" da música brasileira nos quatro volumes da coleção de CDs. Pois bem, a única interrogativa possível para essa afirmação é "What lives on?", a alternativa "e". Isso porque não há alusão a "onde" (where), nem a "quem" (who), exigências das letras "a" e "d".
A questão com "which", proposta na letra "c", requer a presença do referente. Por exemplo: Which car do you like most? E a questão "b" não faz sentido. A tradução ao pé da letra seria "o que o espírito permanece, vive?"
A alternativa "e" teria como resposta "The spirit does.", ou seja, "o espírito permanece, vive".
Primeira responde a segunda
A questão de número um já nos ajuda a responder a segunda. Isso porque se o espírito da música brasileira permanece na coletânea, não podemos dizer que "a música brasileira perdeu sua identidade (alternativa a), nem que a resistência da invasão da música americana na MPB foi em vão (alternativa c) e, ainda, que o Brasil dificilmente resistirá à invasão da música estrangeira (alternativa d).
A alternativa "e" não faz sentido porque afirma que há programas sobre MPB na MTV. O texto não aborda essa questão. Ficamos, então, com a alternativa "b" em que se diz que "a música popular brasileira está ameaçada pelas influências estrangeiras." O texto se refere a isso quando parte do condicional "whether or not Brazil can hold out against the steady march of MTV and the multinacional McDonaldisation of pop music...", ou seja, "se o Brasil pode ou não se segurar em relação à constante marcha da MTV e ao processo de McDonaldização da música popular" o que dá margem à interpretação de que a música brasileira está ameaçada por influências estrangeiras.
Observe que sem ter lido as questões antes de iniciarmos uma leitura mais detalhada do texto, teríamos demorado muito mais tempo para resolver essas questões.
CONFIRA SUAS RESPOSTAS COM A TEACHER ELAINE.
Japanese researchers have spent five years developing a humanoid robot system that can understand and respond to simultaneous speakers. They posit a restaurant scenario in which the robot is a waiter. When three people stand before the robot and simultaneously order pork cutlet meals or French dinners, the robot understands at about 70 percent comprehension, responding by repeating each order and giving the total price. This process takes less than two seconds and, crucially, requires no prior voice training.
Texto para as questões de 56 a 58.
Japanese researchers have spent five years developing a humanoid robot system that can understand and respond to simultaneous speakers. They posit a restaurant scenario in which the robot is a waiter. When three people stand before the robot and simultaneously order pork cutlet meals or French dinners, the robot understands at about 70 percent comprehension, responding by repeating each order and giving the total price. This process takes less than two seconds and, crucially, requires no prior voice training. Such auditory powers mark a fundamental challenge in artificial intelligence – how to teach machines to pick out significant sounds amid the hubbub. This is known as the cocktail party effect, and most machines do not do any better than humans who have had a few too many
martinis.
Scientific American, August 2007.
56 - De acordo com o texto, pesquisadores japoneses desenvolveram um robô que
a) responde a perguntas e dá conselhos às pessoas, em poucos segundos.
b) recebe treinamento para produzir fala inteligível.
c) consegue adivinhar os desejos das pessoas.
d) tem capacidade de interagir com interlocutores diferentes ao mesmo tempo.
e) interage prontamente com qualquer pessoa, em várias línguas.
57 - Segundo o texto, num cenário de restaurante, o robô
a) serve a mesa e escolhe os pratos para os clientes.
b) anota pedidos e prepara a comida.
c) organiza o funcionamento do restaurante.
d) lê o cardápio em voz alta e dá sugestão de pratos.
e) repete os pedidos feitos e informa o valor da refeição.
58 - O texto refere-se a “the cocktail party effect” (l. 09-10), que é metáfora para descrever a dificuldade de
a) selecionar sons relevantes, a que prestar atenção, em locais com muita gente.
b) escolher pessoas importantes com quem conversar em festas.
c) circular e se aproximar de pessoas em coquetéis.
d) beber só um pouco para conseguir interagir com outros convidados.
e) conversar casualmente sobre diversos temas.
TESTE SEU INGLÊS!
CONFIRA AS RESPOSTAS COM SUA TEACHER!
Texto para as questões 36 e 37
Two in every three people on the planet–some 4 billion in total–are “excluded from the rule of law.” In many cases, this begins with the lack of official recognition of their birth: around 40% of the developing world’s five-year-old children are not registered as even existing.
Later, people will find that the home they live in, the land they farm, or the business that they start, is not protected by legally enforceable property rights. Even in the rare cases when they can afford to go to court, the service is poor. India, for example, has only 11 judges for every 1 million people.
These alarming statistics are contained in a report from a commission on the legal empowerment of the poor, released on June 3rd at the United Nations. It argues that not only are such statistics evidence of grave injustice, they also reflect one of the main reasons why so much of humanity remains mired in poverty. Because they are outside the rule of law, the vast majority of poor people are obliged to work (if they work at all) in the informal economy, which is less productive than the formal, legal part of the economy.
The Economist, June 7th 2008.
36 - De acordo com o texto,
a) dois terços da população mundial vivem à margem da lei.
b) quarenta por cento dos recém-nascidos no mundo não são registrados.
c) o comércio em países em desenvolvimento é rigidamente regulado.
d) casos de posse ilegal de terra são combatidos pelos governos de países pobres.
e) os cidadãos de países em desenvolvimento esperam muito tempo para obter documentos pessoais.
37 - O relatório citado no texto observa que
a) a ilegalidade é uma condição combatida em países subdesenvolvidos.
b) os dados estatísticos sobre a pobreza no mundo são incompletos.
c) o fortalecimento do poder legal dos pobres melhoraria sua condição econômica e social.
d) a pobreza só poderia ser combatida com a intervenção das Nações Unidas.
e) a economia informal está em vias de ser abolida.
Texto para as questões de 38 a 40
In 1993, the dawn of the Internet age, the liberating anonymity of the online world was captured in a well-known New Yorker cartoon. One dog, sitting at a computer, tells another: “On the Internet, nobody knows you’re a dog.” Fifteen years later, that anonymity is gone.
Technology companies have long used “cookies,” little bits of tracking software slipped onto your computer, and other means, to record the Web sites you visit, the ads you click on, even the words you enter in search engines – information that some hold onto forever. They’re not telling you they’re doing it, and they’re not asking permission. Internet service providers (I.S.P.’s) are now getting into the act. Because they control your connection, they can keep track of everything you do on line, and there have been reports that I.S.P.’s may have started to sell the information they collect.
The driving force behind this prying is commerce. The big growth area in online advertising right now is “behavioral targeting.” Web sites can charge a premium if they are able to tell the maker of an expensive sports car that its ads will appear on Web pages clicked on by upper-income, middle-aged men.
The New York Times, April 5th 2008.
ISP = Provedores de serviço de internet.
38 - As personagens dos quadrinhos, mencionadas no texto, se vangloriam de
a) sua alegria de viver.
b) seu anonimato.
c) sua capacidade de navegar na internet.
d) seu mundo longe das telas.
e) sua vida simples, como a de um cão.
39 - Segundo o texto, os provedores de internet
a) mantêm sigilo sobre os hábitos de navegação e comportamentos dos usuários.
b) têm dificuldade de bloquear a invasão de programas espiões em nossos computadores.
c) pedem autorização para indicar o endereço do usuário a terceiros, como sites de comércio eletrônico.
d) obtêm dados a respeito de nossas ações na internet, havendo suspeita de que eles os vendem.
e) cobram pela utilização de alguns sites de vendas, a eles conveniados.
40 - De acordo com o texto, a evolução da internet nos últimos quinze anos permite concluir que
a) o foco principal do comércio eletrônico são homens de meia idade.
b) a liberdade de expressão é o bem mais cultuado no mundo digital.
c) a supressão de “cookies” é um grande problema das empresas de tecnologia.
d) as buscas dos usuários na internet são previsíveis.
e) a vigilância a que somos submetidos é resultado de interesses comerciais.
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